Mulheres que apitam

As finais do 18º Brasileiro brindaram a semana em que comemoramos o dia internacional das mulheres com estréias. É visível a força delas no Agility, inclusive superando os homens em títulos nas últimas temporadas, segundo levantamento do Fabiano (veja aqui). Porém, em outro ponto a presença delas é muito tímida, na arbitragem.

Vivy Specian ao centro

Oficialmente tinhamos até esse fim de semana apenas duas mulheres no quadro de árbitros, Simone Lessa/SP e Daniela Pereira/RJ. Faz muito tempo que não vejo Simone atuar e Daniela, somado a falta de provas no Rio, também não tenho notícias.

Como colega de arbitragem fiquei muito feliz ao presenciar Vivyane Specian e Marcela Françoso debutando nas pistas dos Iniciantes.

O detalhe é que quem atua há mais tempo sabe como, embora não pareça, é difícil desenhar pistas iniciantes. Ora ficam abertas e rápidas demais, ora oferecem riscos que acabam deixando o pódio vazio. Ambas, ao meu ver, se deram muito bem na estréia, tanto nos desenhos dos percursos como nos julgamentos.

Marcela com o pódio cheio

Parabéns, meninas.

Arbitragem negativa

Novamente julguei o Grau 3, além de uma das pistas Grau 1, dessa que foi a 3ª Etapa da VIII Copa Paulista. Considerei o saldo geral positivo, porém por erros ou atuação insatisfatória cometidos no julgamento, minha avaliação pela Comissão de Arbitragem foi negativa. Sim, para quem não sabe, todos os árbitros são avaliados por colegas mais graduados durante suas atuações, fato que resulta numa pontuação para ascensão na grade de árbitros ou não.

Muito desagradável sermos avaliados negativamente, principalmente se houver prejuízo para alguma dupla (felizmente não houve caso), no entanto devemos encarar os comentários como críticas construtivas. Com esse sistema, a CA pretende contar com um quadro de árbitros mais bem preparados e que cometam o mínimo de erros possíveis.

Devemos estudar sempre porque o Regulamento e Regras são muito extensos e, por vezes, somos traídos por situações que não são corriqueiras.

Agradeço aos colegas Renan e Samir que dividiram o dia de arbitragem, secretaria, auxiliares de pista e ao Artur que foi meu auxiliar de arbitragem.

Aqui as minhas pistas JP3, AG3 e AG1, pela ordem da prova:

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Dever cumprido

Essa foi minha sensação ao final do domingo enquanto desmontávamos as barracas ao final da segunda etapa da VIII Copa Paulista.

Tinha atuado em alguns Opens, mas essas foram minhas primeiras pistas elaboradas especificamente para o Grau 3. Alguns podem não entender, mas me sinto muito responsável pelas duplas em pista. Me esforço ao máximo para oferecer bons percursos e uma arbitragem mais justa possível porque sei bem como todas as duplas trabalham forte em seus propósitos.

Recebi ao final de todas as pistas feedbacks super positivos, fato que motiva e me leva a crer estar no caminho certo dentro da aribitragem.

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Deixo meu agradecimento aos colegas Diego e Luis que dividiram o dia de trabalho, aos auxiliares de pista, à secretaria, ao pessoal de apoio, ao Renan que representou a Comissão de Arbitragem e aos membros da CA pela confiança depositada.

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Árbitro do Grupo A

Há exatos cinco anos, junto a quinze colegas, fui aprovado na Banca de Árbitros realizada no antigo CTA. Desde então penso que, não diferente de um agilitista, ser árbitro é uma atividade que dificilmente conseguimos explicar porque a abraçamos, mas sabemos o prazer que essa responsabilidade nos dá.

Ontem fui informado pela Comissão de Árbitros que, depois de cinco anos atuando e por atingir os critérios exigidos, fui promovido ao Grupo A da arbitragem. Como árbitro do Grupo A, me credenciam à julgar pistas grau 3 em todo território nacional.

Confesso que fiquei orgulhoso com o comunicado por entender que a dedicação, o trabalho e principalmente o amor que tenho pelo Agility, rendeu frutos.

Agradeço aos membros da Comissão e colegas graduados que sempre me deram conselhos ou dicas: Artur, Dan, Henrique, Eugênio e Renan; e aos colegas de Banca, Samy e Guilherme por crescermos juntos sempre trocando informações e experiências.

Certamente a primeira pista Grau 3 dará aquele mesmo frio na barriga que senti em minha primeira pista Iniciantes, mas como sempre colocarei meu aprendizado e farei meu melhor para o bem das duplas e do nosso esporte.

Notícia publicada dia: 14/06/2010.

Arbitro

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XVI vem aí

Quando falta a gente reclama, mas quando tem em excesso a gente reclama também… rs. Estou em um momento de overdose competitiva, praticamente três finais de semana em um mês na Dog World. Nada contra o ótimo espaço de Cotia, mas acaba caindo numa repetição desgastante. Deixamos de treinar, já que nossos treinos se resumem aos finais de semana. Sendo assim, vamos para a competição do mesmo jeito que saímos da anterior.

A contrapartida é que nesse sábado volto a atuar como árbitro ao lado do Dan. Temos uma boa sintonia e nossa troca de informações sobre as pistas ocorrem com facilidade, aliás, como foi com todas as parcerias de arbitragem que fiz até hoje. Creio que faremos as mudanças de pista de forma rápida, esse é o plano e nossa expectativa. Embora me impeça de competir, gosto de julgar e isso me dá o ânimo necessário para o final de semana, além da sempre boa possibilidade de reencontrar os amigos forasteiros.

Nós árbitros gostamos de ver as duplas enfrentando o desafio e alcançando seus objetivos. Não estamos ali para favorecer, muito menos prejudicar alguém. Para o sábado, mesmo que indiretamente, estou na torcida pelas duplas Edilene com Loira e Fabiano com Glee, pela proximidade é obvio, e porque ambas estão à um zerado do G2, quem sabe não brindam minha pista com essa promoção.

Começaremos esse campeonato com novo regulamento no que refere as formas de se pontuar, principalmente no G3. Comentei no Facebook e repito aqui, espero que traga aquele espírito competitivo do passado com uma galera em pista com a guia nos dentes, indo pra cima. A princípio, o novo regulamento beneficiará os mais agressivos, mas só o futuro nos dirá.

Nos graus inferiores continuo lamentando a ausência do Ranking. Diferente do G3, tem muita gente confortável em sua zona de diversão, mas que ao final da temporada ficam muito felizes em decorar sua estante com seu prêmio. Meus prêmios de G1 e G2 me enchem de orgulho, mesmo que para alguns não tenham o menor valor.

Abaixo o pódio da 4ª etapa da Copa Paulista, inverso da etapa anterior, eu em primeiro com Higa e Edilene em segundo com Loira. Pódio formado graças a premiação por pernas, fato que no combinado não teria ocorrido…, coisas de regulamento.

Vejo vocês em Cotia!

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5 x 2

Se dobrarmos meus cinco anos dentro do Agility chegaremos ao tempo que Artur Pires está comemorando como árbitro. Ele postou no Facebook uma nota em que descreve seu amor pela função e pelo Agility ao longo desses dez anos.

Quando me candidatei a Banca de árbitros em 2010, Artur foi um dos examinadores junto a Dan Wroblewski e Eugenio Minet. Artur já era referência na arbitragem e assim que me graduei árbitro passei a acompanhar mais atentamente o trabalho dele nas provas.

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Ninguém é unanimidade, principalmente quando a função é julgar, mas quando se realiza a atividade com amor, certamente colherá bons frutos. Artur tem uma visão bastante apurada do Agility, isso faz com que em todas as provas eu esteja me aconselhando e tirando dúvidas em nossas conversas.

Foto: Juliana Sales

Foto: Juliana Sales

Artur, obrigado por todo o conhecimento compartilhado e que esses anos de arbitragem se multipliquem para continuar a ser a referência que sempre foi para o Agility brasileiro. Parabéns!

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Túnel transversal

Em novembro pedi a opnião dos colegas árbitros sobre a disposição dos Túneis transversalmente a Passarela, condição que estava vendo com frequência em vídeos espalhados pela rede, principalmente em pistas montadas na europa. Para tal, criei a imagem abaixo como exemplo.

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Disse eu que, aparentemente, a intenção dos árbitros era avaliar a independência dos cães no Slalon e todos os colegas discordaram desse tipo de exercício. A maioria, senão todos, acreditam que outras formas mais seguras podem ser usadas para avaliar se um cão tem indepêndencia ou não.

Agora, começando a traçar meus percursos para o Paranaense, estava analisando algumas pistas dos árbitros que julgarão o Américas e Caribe. Já que a competição está próxima e algumas duplas que irão para o Peru estarão competindo em São José, estudar alguns exercícios de Jozef Van Eester e Tamás Tráj me parecem interessante. Pois bem, vejam uma pista recente de Tamás onde ele usa os Túneis dispostos transversalmente à Passarela.

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O exercício é diferente, mas para quem vai competir em Lima fica a dica.