O orgão mais sensível

Divulgado a ata da última reunião da CBA, notamos pelo post do Fablog que criou-se um alarde o fato de mexerem com o orgão mais sensível do brasileiro, o bolso.

Ouço alguns dizerem que as inscrições do Agility não são caras em comparação a outros esportes. Porém, cada esporte tem sua particularidade. No nosso esporte, a medida que o condutor vai se enraizando, a tendência é que aumente o número de cães, fato que significa mais tempo em pista e uma maior valorização do seu deslocamento e logística para uma prova. Sendo assim, quando tratamos de inscrições e Carteiras de Trabalho não estamos falando de uma dupla, mas de duas ou três.

A ata descreve outras alterações como mudanças nas quantidades de etapas dos campeonatos, formas de classificação para o Mundial, obtenção de índices para participar das Seletivas, o fim do Cão Branco, além de uma reinvidicação antiga que é a criação de uma altura intermediária entre Midis e Standards, mas os comentários ficaram todos centralizados em nosso orgão mais sensível.

Cada qual com suas condições e prioridades, eu e Edilene discutíamos isso esse fim de semana e nossa redução será de 50%, ou seja, das quatro duplas atuais para duas na próxima temporada.

Vamos aguardar as novidades e como diz o ditado: Se está certo ou errado, necessário ou não, só o futuro nos dirá.

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Campeãs Brasileiras

Como escrevi no post anterior, as finais do Brasileiro temporada 16/17 brindaram o semana em que comemoramos o dia internacional das mulheres e para mim realmente o fim de semana foi muito especial.

Edilene & Loira

Especial porque minhas meninas sagraram-se campeãs brasileiras G2. Edilene e Loira fizeram um combinado zerado no sábado, 55 pontos e conquistaram mais 5 pontinhos na prova de domingo totalizando 83 pontos.

Primeiro lugar na 3ª etapa com o árbitro Renan Campos

Loira completou recentemente 11 anos, desses até os 9 competindo comigo e havíamos combinado que essa seria sua última temporada. Não que falte disposição para ela, mas pelo simples fato de que já nos deu muitas alegrias em pista, mais que suficiente para que ela curta apenas um recreativo em nossos treinos. Até brinquei com Edilene que iria renovar minha carteira para uma última temporada, mas devemos saber o momento de parar e não há melhor momento que esse.

Para Edilene eu sempre disse que Loira seria sua professora para futuros cães, mas especial como é, encerra sua carreira presenteando sua condutora com um título nacional.

Além delas, a cereja do bolo ficou por conta da Raika, que conquistou sua terceira medalha de ouro terminando o campeonato no topo da tabela dos Iniciantes.

Edilene & Raika – Ouro nos Iniciantes

Parabéns, meninas. Amo vocês!

Jumping G2 Standard do árbitro Dan Wroblewski:

Mulheres que apitam

As finais do 18º Brasileiro brindaram a semana em que comemoramos o dia internacional das mulheres com estréias. É visível a força delas no Agility, inclusive superando os homens em títulos nas últimas temporadas, segundo levantamento do Fabiano (veja aqui). Porém, em outro ponto a presença delas é muito tímida, na arbitragem.

Vivy Specian ao centro

Oficialmente tinhamos até esse fim de semana apenas duas mulheres no quadro de árbitros, Simone Lessa/SP e Daniela Pereira/RJ. Faz muito tempo que não vejo Simone atuar e Daniela, somado a falta de provas no Rio, também não tenho notícias.

Como colega de arbitragem fiquei muito feliz ao presenciar Vivyane Specian e Marcela Françoso debutando nas pistas dos Iniciantes.

O detalhe é que quem atua há mais tempo sabe como, embora não pareça, é difícil desenhar pistas iniciantes. Ora ficam abertas e rápidas demais, ora oferecem riscos que acabam deixando o pódio vazio. Ambas, ao meu ver, se deram muito bem na estréia, tanto nos desenhos dos percursos como nos julgamentos.

Marcela com o pódio cheio

Parabéns, meninas.

Mais uma vez, amizade

Esses foram dois presentes recebidos na recente etapa da Copa Paulista. Dois porque a cerveja era minha (rs).

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A camisa veio de longe e é personalizada, para ele no caso (rs). Fabiestiga me trouxe dos Pampas o agrado, segundo ele pela nossa parceria na tenda, no café, nas conversas, enfim… Essa parceria vem de longe, não sei exatamente quando, mas faz tempo. Quando a Amac começou a encolher, a tenda da escola que era grande, de aço e muito pesada, tornou-se inviável para nós. A partir daí resolvi adquirir minha primeira, que deveria ser leve e de fácil montagem já que na maioria das provas estaríamos apenas eu, Edilene e os dogs. Bem, a partir daí não demorou para que outro casal e um garotinho, vindos de tão longe, passassem a dividir o espaço e companhia, fato que configurou nossa tenda como sendo a mais heterogênea do Agility brasileiro.

Já a medalhabridor foi agrado da japa querida, Adalgija. Outra parceiraça gente finíssima que o Agility nos deu. Não sei o motivo, mas ela afirmou que a primeira pessoa (pinguço) que lhe veio a cabeça quando viu essa medalha, foi eu. Tô tentando entender até agora…

Fato é que esses encontros, agrados e zoeiras só fortalecem minha velha máxima de que Agility é, e sempre será, amizade.

Obrigado, amigos.

PS: Coordenadores da CBA, essa medalhabridor é uma ótima dica de premiação.