Rumo a ser tomado

Próximo final de semana teremos etapa dupla no Agility paulista. Provas distintas, mas na sequência e no mesmo local – Dog World em Cotia.

No período da tarde de sábado, será realizado o III Festival Chester, embora em caráter oficial, certamente  teremos aquele  clima de Match, descontraído e festivo mesmo que algumas duplas estejam buscando ascensão para credenciá-los ao Américas e Caribe.

Já no domingo, ocorre a IV Etapa da desprezada Copa  Paulista. Sim, desprezada, essa é minha opnião de como está sendo tratado esta Copa criada para substituir ou preencher a lacuna deixada pelo Campeonato Paulista que era de responsabilidade Fecesp. Inicialmente a competição contava com  dez etapas que, por estrangular o calendário, foram reduzidas a sete etapas e de repente, sem explicação oficial, passou a contar com apenas seis etapas.

Penso que a Copa Paulista poderia ser melhor aproveitada, talvez como uma espécie de laboratório para apresentarmos o agility a novas localidades, como já ocorreu, aplicarmos novas regras e colocarmos sujestões em teste, visto que é a competição com o maior número de participantes depois do Brasileiro e não com o descaso como vem sendo tratada ultimamente.

O lado bom é que esse abandono abriu espaço para Matchs, realizados por escolas que carregam a bandeira do Agility Fun, onde vemos um número crescente de participantes a cada temporada. 

A CBA que se cuide ou acaba perdendo o controle do nosso esporte no Brasil, afinal alguém futuramente pode questionar a real necessidade da Confederação para se praticar Agility no Brasil.

Para o final de semana eu e Edilene optamos pelo Festival e não participaremos  da Copa por motivos simples… Entraremos mais vezes com nossos cães em pista com investimento muito menor, o clima festivo que a Dog World oferece e nos recebe, além dos brindes de qualidade que a escola e os patrocinadores sempre nos presenteiam. Para se pensar…

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11 respostas em “Rumo a ser tomado

  1. Miguel, concordo totalmente com seu post! Acredito que a cada dia a CBA leva o agility no rumo que lhe acha mais conveniente! A seu exemplo, como dito em seu próprio post, muitos deixam de participar em provas oficiais e optam pelos Matchs, que se tornam cada dia mais frequentes.

    Acho que a CBA precisa rever várias coisas para a temporada 2012/2013, pois essa temporada já foi! Tivemos provas sem medalhas, provas onde os resultados não foram divulgados e foram aparecer no site 10 dias depois, mudanças no calendário que deixaram um espaço de 4 meses entre uma etapa do Brasileiro e outra…enfim…

    E todo mundo acha isso normal…que continue assim. Pode ser que, como diz seu texto, um dia os competidores descubram que talvez não haja a necessidade de uma CBA para organizar o esporte…

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  2. Eu concordo com o post. Eu não acho que a CBA perderá controle do esporte mas, acho sim que pode enfraquecê-lo. O que é ainda pior!

    O agility precisa de mais suporte se quiser crescer. Hoje, talvez os matchs forneçam esse suporte melhor do que as provas oficiais e a CBA.

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  3. Acho que realmente o Paulista está meio que jogado Não acho sinceramente que sejam necessárias 10 provas para que o campeonato seja bom ou melhor do que é hoje.

    Eu já competi algumas vezes no Paulista e achei as provas normais, como são as provas do Brasileiro com um número menor de competidores.

    Antes da CBA assumir o regional de São Paulo haviam reclamações de todo tipo, desde os locais absurdos onde as provas eram realizadas até a premiação. Por isso ela assumiu. Talvez seja a hora dos agilitístas de Sampa organizarem uma proposta para realizar o Paulista ligado a CBA, alternativo.

    Passou da hora, alias.

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    • Muiguel querido Feliz Ano Novo para ti.
      Quero te dizer que já escutei de uma ou duas pessoas totalmente desilididas
      do agility a intenção de formar uma frente independente e inclusive com competções
      no interior de São Paulo,está muitoooo perto de acontecer!!!!!

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  4. Pingback: Blog do Fabi | As coisas vão e vem

  5. Miguel.

    Veja esse link

    Hoje o agility não só para o Paulista, como no geral está em frangalhos. O rumo foi perdido, e tinha que se aproveitar o bom momento dele, que foi lá por 2000/2001 e no máximo 2002. Muitos que estavam no topo tinham a oportunidade de fazer crescer, mas a estupidez egânancia deixaram o clube ficar fechado (panelinha). Perdeu-se patrocinadores e outros foram esnobados, por não poderem entrar aonde algum mandava mais. Por isso no meio empresarial voltado ao mundo Pet, nem querem saber de agility.

    Triste ver como está ao invés de evoluir, retroceder.

    Acho que a CBKC tem culpa nisso, pois é o orgão máximo que poderia ajudar, mas o ditador que está lá, devido alguns no passado terem queimado e usado mal o agility, nem quer saber do esporte. Por esse cidadão ditador, o agility era para acabar, algumas pessoas tentaram mostrar a esse Sr. a viabilidade do esporte e crescimento, mas o Sr. sabia que estava tudo errado, deixou pra lá.

    É uma grande pena, e não vamos evoluir tão cedo e não crescerá o número de participantes, bem como se o agility brasileiro estava engatinhando perto do resto do mundo, agora andamos é para trás mesmo.

    Mas, vamos levando e pelo menos temos no mínimo dar a única certeza. Alegria e diversão para os nossos cães, ou em matchs ou em algumas provas que escolhemos em participar.

    Até o fiinal de semana de provas na Dog World. Irei no sábado estrear o Zeus no iniciante e no domingo, os três na Copa Paulista, pois, depois disso, só Março.

    Abs

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  6. Não sei se é porque agora estou longe do “Grande Centro”, mas acho que o Agility inteiro está desmotivado. Antes o povo reclamava de prova demais, mas acho que agora tem de menos. A combinação das provas, tipo brasileiro numa semana, 15 dias depois um Paulista , tendo 2 competições oficiais por mês era legal. Está tudo looooonge e parece que sem gás…

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  7. Como participei desse passado tumultuado, posso afirmar que apesar das desavenças existentes à época, o agility com FECESP (Sam) e CBA (Nelson Dan, Artur e eu) era muito mais divertido e emocionante, pois havia disputas entre os notáveis do ESPORTE (pois assim o considero). Desde as disputas pelas primeiras colocações nas provas, até mesmo pela ida ao Mundial. Erros foram cometidos, mas jamais houve influência da CBKC que, aliás, jamais se interessou pelo agility, já que não trazia vantagens financeiras. O Fernando tentou fazer uma administração moderna, visando a que o agility desse frutos (dinheiro) o que agradou sobremaneira a CBKC (óbvio). No entanto, apesar das conquistas obtidas em mundiais que atribuo não à evolução do agility mas, sim, da técnica dos competidores que já vinham num crescendo expressivo diante dos resultados obtidos nas provas aqui realizadas, após o festivo Am&Car realizado no Pet Memorial, não houve continuidade na administração que se tornou um tanto dispersa, vindo algum tempo depois a vermos sair dessa cena (Agility Nacional) pessoas da expressão do Dan. Creio eu que o agility está, de fato, decaindo muito, inclusive tecnicamente, haja vista as demonstrações de condução apresentadas por outros países nos dois últimos Mundiais. Acabaram-se nossos cães e os expoentes não mais têm cães verdadeiramente competitivos. Preocupados com outras coisas, deixaram o agility de lado. Falta organização; faltam provas; falta, enfim, o mais importante: alguém com vontade, energia, disposição, amor ao agility e carisma suficiente para capitanear um barco que está prestes a naufragar.

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  8. Acho que houve algum erro no passado, e está bem claro no hoje, que o agility nem tem condições de ter um patrocinador a altura, e isso tem culpados. o AM&C realizado no Pet Memorial deu glamour a outros países da América a ser campeões, vide Colombia standard. Perdemos o Pet Memorial como opção de provas e isso tem culpa de alguns maus administradores( não vc Edu), notoriamente sábido. Enfim, o agility brasileiro está sucumbindo e é melhor gastar dinheiro ao invés de ir ao Mundial ou campeonato das américas, a se divertir com seu cão em uma viagem gostosa ou conhecer melhor as maravilhas do mundo, com a cia de família e seus dogs. Quando um dirigente vira as costas para seus competidores em prova internacional, é a prova maior que ele quer que o resto se lixe.

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  9. Como sempre Dr Eduardo 100% certo na sua apreciação. Enquanto uns quantos “miudos (as )” não tiveram outro objetivo na vida , obrigavam os mais velhos a aplicarem-se para não ficarem para trás.Hoje isso deixou de acontecer e dá dó de vêr o nível técnico apresentado.
    A nível dirigente a mesma coisa , pararam no passado, não previram o presente e estão sem futuro.
    Mas agora que o agility dá lucro???? até Kenel club quer organizar prova…será?
    Quem gosta do agility fica triste.

    Artur Pires

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  10. Pingback: Rumo a ser tomado – História que se repete « Miguel Ferigatto

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