Supremacia

No Mundial desse ano teremos 496 cães de 36 raças diferentes competindo em Zaragoza. Entre as raças 176 são Borders, 156 Shelties, 28 Poodles e 24 Parsons, ou seja, 77.4% do total em apenas 4 raças. Resta assim apenas 22.6% para ser dividido entre as demais 32 raças.

Recentemente temos visto raças diferentes sendo introduzidas no agility brasileiro como os Parsons, Mudis, Pirineus e Papillon, mas o cenário internacional mostra que ainda estamos muito longe de ameaçar a supremacia de Borders e Shelties.

Um fato curioso é que em um universo de apenas 8 Mudis, 2 deles partirão daqui junto à nossa seleção, mais especificamente da Universicão Curitiba.

Corah, Mudi de Felipe Minet

Corah, Mudi de Felipe Minet

Murchou o Túnel

A Comissão de Árbitros acaba de emitir uma nota determinando a não utilização do Obstáculo Túnel Murcho, Toca ou Casa pela arbitragem brasileira. Devemos lembrar que o obstáculo continua fazendo parte do regulamento FCI, ou seja, em provas internacionais regidas pela Federação eles continuam sendo mantidos e cabem aos árbitros a decisão de utilizá-los.

A retirada do obstáculo é um movimento que vem ocorrendo em outras federações ou entidades, por conta disso e sempre visando melhorias no tocante a segurança dos cães, a Comissão de Árbitros adianta-se a decisão da FCI.

Esse assunto já foi amplamente debatido. Em 2013 escrevi o post abaixo e desde sempre aguardávamos esse comunicado. Obrigado C.A. e ficamos na torcida para que a FCI adote esse movimento o mais breve possível.

https://ferigatto.wordpress.com/2013/10/11/perigo-em-casa/

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Sentimentos

Foi divulgado a lista com as duplas que estarão no Mundial de Zaragoza no site oficial da competição: AWC 2016

Olhando para Miguel e Skol na tabela, traço uma lista de emoções: Alegria, angustia, contentamento, desapontamento, esperança, entusiasmo, felicidade, frustração, gratidão, inspiração, mágoa, orgulho, paciência, prazer, raiva, resiliência, surpresa, tristeza e vaidade.

Fico aqui pensando na quantidade de duplas que também passaram por essa situação, como nessa mesma equipe quando Sonia e Mey abriram mão da vaga. Tenho certeza de que não é fácil para ninguém, mas nossa vida é feita de momentos.

Dentre os sentimentos listados, se tivesse que escolher o que melhor representa o momento, eu escolheria orgulho. Orgulho por estar nesse seleto grupo de duplas que representam seus respectivos países. Imaginando a quantidade de duplas que praticam Agility ao redor do mundo, não poderia estar mais orgulhoso com nossa presença.

AWC2016Teams

Ciclos da vida

Domingo, na segunda etapa do Brasileiro, compartilhamos mais um daqueles belos e emocionantes momentos que o esporte e a vida nos proporcionam.

Aurélio Schubert, ou melhor, sua filha Nicolle conduziu Cacau em sua última prova oficial anunciando sua aposentadoria. Os feitos de Cacau foram enormes para o Agility brasileiro, levando Aurélio diversas vezes à cruzar fronteiras representando o Brasil.

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Nossas vidas são marcadas por momentos de chegada e momentos de partida. Nicolle não está chegando agora no Agility, mas é como se estivesse pela tenra idade que tem e certamente proporcionará muitas alegrias à Aurélio. Alegrias como essa, de conduzir essa cachorrinha tão especial em seu momento de partida.

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Idas e Vindas

A primeira etapa da IX Copa Paulista marcou, pelo menos temporariamente, a despedida de Wesley Massarelli das pistas. Junto a ele Sophia, com quem formou dupla no Mundial 2015 e Stella, cachorras de grande potencial que deixarão uma grande lacuna em nossas provas. Wesley é um jovem talento que fará falta, mas no momento precisa direcionar seus esforços à carreira profissional. Ficamos na torcida para que profissionalmente obtenha o mesmo êxito que conquistou no Agility e que possa voltar ao nosso convívio o mais breve possível.

Wesley e Stella na 1ª etapa da IX Copa Paulista

Wesley e Stella na 1ª etapa da IX Copa Paulista

Assistindo a última pista do Wesley, recordei  de outros jovens talentos que também afastaram-se do esporte. Rodrigo Barsanti, que se ausentou pelo mesmo motivo e profissão, veterinária, está retornando aos poucos, mas outros ainda não mostraram as caras e fazem falta. Fabio Zerbinatti, Rodrigo Silva, Otavio Ferreira e Bruno Moreno são alguns nomes que me vieram a cabeça e que gostaria de vê-los em písta novamente.

Infelizmente o Agility não enche a barriga de ninguém, por isso na escala de prioridades ele acaba ficando em segundo plano nesses momentos decisivos. A torcida sempre será para que apareçam outros jovens talentos e aqueles que desligam-se temporariamente possam voltar o mais breve.